A Coleção Livros ICNOVA faz parte da oferta editorial do ICNOVA – Instituto de Comunicação da Nova, que contempla também as revistas Media e Jornalismo; Revista de Comunicação e Linguagens; e revista Interact – e destina-se à publicação online de livros científicos na área das Ciências da Comunicação e outros domínios contíguos.
ISBN: 978-972-9347-26-9 (Digital) | 978-972-9347-25-2 (Impresso)
Este livro pretende materializar o exercício de liberdade de pensamento e criação que procurámos instigar ao longo das oficinas dedicadas a refletir sobre o 25 de Abril organizadas pelo Cluster Arte da Performance & Performatividade na Arte (ICNOVA-NOVA FCSH e IHA-NOVA FCSH/ IN2PAST). Cada oficina foi coordenada em conjunto com um ou mais membros do cluster, respeitando a horizontalidade e ao mesmo tempo as individualidades, no sentido de estimular a diversidade que nos caracteriza. O livro reflete precisamente isso. No Prólogo acentuamos essa heterogeneidade através do registo fotográfico das oficinas e do que aí construímos em comum. Os capítulos seguintes, que têm por título os pilares da democracia que discutimos, foram entregues a membros do cluster que coordenaram ou/e participaram nas oficinas respetivas. As autoras dos mesmos escolheram como queriam abordar o tema, usando diferentes linguagens. Nos casos dos capítulos Paz, Educação e Pão — sendo que neste último caso foi desenvolvida uma leitura visual — foi seguida uma abordagem mais poética. No caso da Cultura, a construção do texto tem por base o excerto de uma entrevista ao convidado das oficinas dedicadas ao tema. Os capítulos da Habitação e da Saúde apresentam uma linguagem científica, assim como o Epílogo, dedicado a um questionamento em torno de metodologias académicas criativas e com assento na afetividade, para o qual vários membros do clustercolaboraram. O capítulo Q.B.: Performance Coletiva, tem na sua base o trabalho artístico de Helena Elias, membro do cluster, que generosamente adaptou a sua performance ao contexto do Pick Manifesto 25 de Abril hoje. Encerrámos o ciclo de oficinas precisamente com esta “performance-jantar-festa”, no dia 27 de Julho de 2024, no palco experimental da Partícula no Açúcar, em Lisboa. O capítulo contém o texto de apresentação da performance, da autoria de Helena Elias, e uma selecção fotográfica representativa de alguns dos momentos aí vividos.
O 25 de Abril ainda não terminou. Por isso, continuamos a construí-lo. Escolhemos fazê-lo experimentando novos espaços de liberdade na produção de conhecimento. O próprio Sérgio Godinho fala da relevância de o fazer, no texto que aqui publicamos e que encerra o livro, afirmando que a expressão da liberdade se mantém como uma urgência da atualidade.
Nascidos portugueses, Ruy Guerra e Ruy Duarte de Carvalho escolheram ser do mundo, tendo em comum o serem homens do mundo para quem a imagem e a palavra foram centrais nas reflexões que fizeram sobre espaços nas margens. Nascido, em 2021, do desafio de assinalar os 90 anos de Ruy Guerra e os 80 anos que Ruy Duarte teria feito, este ebook é um tributo à intensidade e profundidade com que fizeram/fazem obra. Alterna artigos canónicos com ensaios que assumem a herança indisciplinada de ambos, que tanto usaram a câmara, a escrita, como a “coisa dita” para fazer da vida gesto insubmisso e compromisso ético.
Este livro visa favorecer uma problematização abrangente e multifacetada sobre o jornalismo, em torno da sua missão e funções, os valores e os contextos em que opera, assim como os quadros analíticos que têm sido mobilizados na sua problematização científica. Tomando em consideração a (cada vez mais premente) importância do jornalismo na sociedade, pretende analisar de forma crítica os enquadramentos sociais, políticos, económicos ou tecnológicos mais vastos em que o jornalismo tem operado, sinalizando processos de mudança, desafios e oportunidades no contexto de transformações atuais.
A obra tem, assim, como propósitos fundamentais: compreender o papel e a relevância do jornalismo em democracia e o seu impacto em diferentes esferas sociais, culturais, políticas ou económicas; examinar a emergência do jornalismo moderno e a afirmação de uma identidade profissional, bem como, em paralelo, captar dinâmicas estruturais e conjunturais de transformação, bem como as suas implicações nas funções e princípios básicos do jornalismo; confrontar a dimensão normativa do ethos jornalístico com vetores de discussão já recorrentes (tanto no interior da própria profissão como ao nível da sua reflexão académica) e outros emergentes, face a uma ecologia mediática em mutação; identificar as oportunidades e os desafios do jornalismo enquanto instituição e enquanto atividade social e cultural, assim como tendências e linhas de pesquisa contemporâneas dos estudos de jornalismo; problematizar a relação paradoxal de proximidade e de distância entre o jornalismo e os seus públicos, procurando contribuir para a discussão de uma temática menos explorada na pesquisa e no ensino do jornalismo.
As transformações no sistema mediático motivadas pela digitalização e pela Internet abriram caminho para a diversificação de formas de expressão sonora no jornalismo, já não exclusivas do meio radiofónico. O podcast, a incorporação de áudio nas notícias dos sites ou a transmissão via streaming são algumas das novas formas que o jornalismo sonoro ganhou nas duas últimas décadas e que nos convoca para um conjunto de novos desafios ao nível das narrativas, das rotinas profissionais e até da ética profissional. O livro “Jornalismo Sonoro — percursos da rádio ao áudio” procura trazer alguns desses contributos no sentido de motivar um debate em torno de novas práticas profissionais no âmbito do jornalismo baseado no som.
This book follows the International Seminar “Media, Populism and Corruption” held at ICNOVA, Lisbon, Portugal, in November 2022, integrated into the activities of the 21st Century Populism Observatory. The eleven chapters are preceded by a preface and a presentation, which aim to contextualize the pertinence and relevance of the themes under discussion — Media, Populism and Corruption —, as well to justify them within the scope of ICNOVA’s research projects. The chapters, both theoretical and empirical, focus populist phenomena located in Brazil, Spain, United States of America, and Portugal. Four aspects stand out that guided the organization of the eBook. Firstly, the theoretical-conceptual discussion on the relationship between Media and Populism, undertaken by the authors, with a largely common bibliography, but where the perspectives and geographies of the analysed phenomena create different interpretations. Then, it is noted that many of the empirical studies have as object of analysis the centrality of populist political actors, who have optimized, or optimize their relationship with the Media, efficiently using social networks and mainstream media, to capture and captivate voters in sealed bubbles. A third aspect, which permeates, clearly, the chapters, is the complicity between corporations/owners/operators and professionals of the Media, mainstream and social networks, with the expansion of Populism, promoting the discrediting of democratic institutions and of its agents, as well as the institutional conflict, the political spectacle, and the information without contradictions. One last aspect are the articles that discuss the relationship between Populism and gender identity issues, with relevance to the agendas and attempts of parties, located on the right-wing populism, to revert freedoms, guarantees and achievements associated with these social movements.
Desde 1926, ano em que sobreveio o golpe militar que instituiu a Ditadura, registaram-se consideráveis mudanças na paisagem jornalística portuguesa, sendo de destacar dois processos: o da segmentação mediática, ocorrido quando o jornalismo encontrou, sucessivamente, na rádio e na televisão, novas plataformas de difusão de mensagens; e o da digitalização, que resulta, literalmente, da digitalização dos meios, dos processos e dos produtos jornalísticos. Este livro, segundo volume de uma série, pretende, tal como o primeiro volume, contribuir para narrar a história do jornalismo português por meio de uma abordagem geral, sistemática e diacrónica no caso presente desde 1926. Justifica-se a sua edição porque obras de síntese, como esta, introduzem um assunto, nos seus aspetos gerais, a uma comunidade de leitores. A narrativa é pautada pelo surgimento e desaparecimento de meios jornalísticos e pela referência aos intérpretes da atividade em cada momento histórico — os jornalistas. A obra obedece, na sua ordenação e exposição, à interpretação pessoal do autor sobre o devir histórico, já que a sucessão de factos ao longo da história, alguns mais notáveis e notados do que outros, não tendo significado a priori, necessita de interpretações que a tornem inteligível e compreensível. A perspetiva pessoal do autor sobre a história do jornalismo português revela-se não só na forma como a sua visão da história se expressa na narrativa, mas também na proposta de periodização do jornalismo em Portugal, objeto do segundo capítulo deste livro.
Entre 1641, ano em que surge o primeiro periódico português, a Gazeta, e 1926, ano em que sobreveio o golpe militar que instituiu a Ditadura, registaram-se consideráveis mudanças na paisagem jornalística portuguesa. Este livro pretende registar essas mudanças, por meio de uma abordagem geral, sistemática e diacrónica, da história do jornalismo em Portugal. Justifica-se a sua edição porque obras de síntese, como esta, introduzem um assunto, nos seus aspetos gerais, a uma comunidade de leitores. A narrativa é pautada pelo surgimento e desaparecimento de meios jornalísticos e pelos intérpretes da atividade em cada momento histórico — os jornalistas. A obra obedece, na sua ordenação e exposição, à interpretação pessoal do autor sobre o devir histórico, já que a sucessão de factos ao longo da história, alguns mais notáveis e notados do que outros, não tendo significado a priori, necessita de interpretações que a tornem inteligível e assimilável. A perspetiva pessoal do autor sobre a história do jornalismo português revela-se não apenas na forma como a sua visão da história se expressa na narrativa, mas também na extensão cronológica abordada, já que se considera que atividade de produção de notícias e periódicos noticiosos que emerge na Modernidade é uma forma, ainda que arcaica, de jornalismo, merecendo, portanto, ser incluída numa história do jornalismo português; e revela-se, igualmente, na proposta de periodização do jornalismo em Portugal, cuja formulação é um dos objetivos da obra. Propõe-se, até 1926, a seguinte periodização para a história do jornalismo português entre 1641 e 1926: 1) Periodismo artesanal noticioso (dos finais do século XVI até 1730); 2) Segmentação da imprensa e domínio da imprensa artesanal informativa (1730-1820); 3) Imprensa artesanal segmentada e domínio da imprensa artesanal política (1820-1834); 4) Imprensa pré-industrial segmentada (1834-1864); e 5) Imprensa industrial segmentada e desenvolvimento dos diários noticiosos de massas (1864-1926). A narrativa termina em 1926, com a imposição da Ditadura. Um segundo volume procurará trazê-la até à alvorada do século XXI.
Este livro reúne um conjunto de textos que abordam o fenómeno jornalístico português no estrangeiro (fora do que são hoje as fronteiras do Portugal moderno) ao longo da história, em diferentes quadros geográficos e culturais. Através de diferentes metodologias de natureza interdisciplinar, são analisados múltiplos aspectos do itinerário profissional de jornalistas, editores ou directores de meios de comunicação, formatos e conteúdos narrativos, bem como outros aspectos relacionados com a sua influência socioeconómica, política, cultural e mesmo educativa em diferentes contextos. É, portanto, uma abordagem da história do jornalismo lusófono no mundo concebida de forma aberta e transversal, abrangendo quatro grandes áreas continentais (América, Europa, África e Ásia) a partir de abordagens que observam o fenómeno tanto de perspectivas paradigmáticas ou singulares que marcaram o curso do jornalismo português noutros territórios, como de uma visão diacrónica, longitudinal, panorâmica, temática, descritiva, qualitativa ou crítica sobre algumas áreas ou episódios em particular. A análise observa não só a produção jornalística no império colonial português, mas também em algumas das mais relevantes comunidades portuguesas emigrantes ou exiladas, em países como o Brasil, os Estados Unidos, a França ou a Inglaterra.
Este livro surge no contexto do projeto de investigação Photo Impulse1 que estuda as imagens fotográficas e fílmicas produzidas pelas missões de geodesia, geografia e antropologia decorridas nas então chamadas possessões portuguesas do Ultramar, e que pertencem ao arquivo IICT/MUNHAC2. Do confronto que encetámos com a dramaturgia própria deste arquivo, e que é típica dos arquivos de um modo geral — as suas regras comportamentais, a sua coreografia de gestos e de deslocações no seu espaço interior, os seus sistemas de armazenamento e localização de specimens, os critérios de catalogação e conservação, as materialidades diversas das imagens que encontrámos —, surgiu o debate sobre o papel dos arquivos de imagens fotográficas e fílmicas na construção da história, pensada em duas vertentes: quer no sentido da construção do discurso histórico, isto é, da prática de escrita da História, quer no sentido do impacto político, social, cultural e até económico do arquivo no fazer da própria história no presente, a partir de múltiplas intersecções entre as visualidades aí disponíveis, e o espaço público contemporâneo, nomeadamente, nas pesquisas das ciências sociais, nas artes, nas atividades dos museus, no jornalismo e nos campos político e jurídico.
1 O impulso fotográfico: medindo as colónias e os corpos colonizados. O arquivo fotográfico e fílmico das missões portuguesas de geografia e antropologia é um projeto de investigação em curso no ICNOVA, até setembro de 2022, em parceria com a NOVA-FCT e o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia com referência PTDC/COM-OUT/29608/2017. Mais informações na página de internet do projeto em https://www.photoimpulse.fcsh.unl.pt/pt/inicio/
2 Estas missões foram inicialmente promovidas pela Comissão de Cartografia, instituição que originou o Instituto de Investigação Científica e Tropical, após uma longa história e diversas denominações, e que, no que se relaciona com as coleções científicas, integra, hoje, o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa.
O 2º volume do e-book Perspetivas multidisciplinares da Comunicação em contexto de pandemia integra 14 textos de autores portugueses e brasileiros que apresentam reflexões teóricas e estudos empíricos encetados durante a pandemia.
Sobre diferentes perspetivas que convocam as ciências da comunicação na análise da pandemia covid-19, o ICNOVA dá uma contribuição que nos parecem de inegável interesse para o aprofundamento dos estudos sobre este complexo problema que atingiu a humanidade de forma fulminante no início de 2020.
Este e-book surge da necessidade de refletir sobre a crise global causada pela pandemia do coronavírus SARS-CoV-2 que interferiu nas vidas pública e privada, no consumo de media, na relação com as fontes de informação e aumentou a polarização política. 2020 foi o ano de descobrir a incoerência das fontes oficiais de informação enquanto repensávamos as rotinas de trabalho e acompanhávamos a preocupação com a saúde pública e o negacionismo presente sobretudo nas páginas de redes sociais digitais.
Ao call para capítulos lançado em meados de 2020 responderam mais de 50 autores, dos quais selecionamos 25 textos, reunidos em dois volumes. O I volume agrega doze textos de investigadores portugueses, espanhóis e brasileiros que apresentam a sua perspetiva fundamentada sobre as mudanças ocorridas num ano marcado por uma crise sanitária que rapidamente se torna global.
Este livro analisa as estratégias de inovação em ambiente digital de órgãos de comunicação social europeus especializados na área da cultura ou com uma cobertura cultural relevante no seu alinhamento editorial. É, em grande parte, resultado da minha tese de doutoramento, defendida na NOVA FCSH em 2016, com o título original “Cultural Journalism in a Digital Environment: New Models, Practices and Possibilities”, no âmbito do doutoramento em Media Digitais, ao abrigo do programa UT Austin Portugal, com o apoio financeiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Desde então, o ritmo de mudança nos campos dos media, do jornalismo e das indústrias criativas não diminuiu. Aliás, aumentou e tornou-se mais sofisticado, tornando mais difícil o seu acompanhamento por parte da academia (e pelos nossos cérebros). Dada esta premissa, este livro preserva, por um lado, o referencial teórico e os resultados da investigação, servindo como um registo histórico de uma época desconcertante para o jornalismo cultural. Por outro, é atualizado com o que se tornou relevante entre 2016 e 2020, além de a parte empírica também ter sido alvo de um novo olhar. As atualizações sobre o estado da arte e da investigação estão disponíveis no final de cada capítulo sob o título “What happened next?” A introdução e a conclusão foram também atualizadas.