Portugal — Pequena história de um grande jornalismo I: da manufatura à indústria

Autor: Jorge Pedro Sousa
Editora: Livros ICNOVA
Publicado a: 2021-12-01

Entre 1641, ano em que surge o primeiro periódico português, a Gazeta, e 1926, ano em que sobreveio o golpe militar que instituiu a Ditadura, registaram-se consideráveis mudanças na paisagem jornalística portuguesa. Este livro pretende registar essas mudanças, por meio de uma abordagem geral, sistemática e diacrónica, da história do jornalismo em Portugal. Justifica-se a sua edição porque obras de síntese, como esta, introduzem um assunto, nos seus aspetos gerais, a uma comunidade de leitores. A narrativa é pautada pelo surgimento e desaparecimento de meios jornalísticos e pelos intérpretes da atividade em cada momento histórico — os jornalistas. A obra obedece, na sua ordenação e exposição, à interpretação pessoal do autor sobre o devir histórico, já que a sucessão de factos ao longo da história, alguns mais notáveis e notados do que outros, não tendo significado a priori, necessita de interpretações que a tornem inteligível e assimilável. A perspetiva pessoal do autor sobre a história do jornalismo português revela-se não apenas na forma como a sua visão da história se expressa na narrativa, mas também na extensão cronológica abordada, já que se considera que atividade de produção de notícias e periódicos noticiosos que emerge na Modernidade é uma forma, ainda que arcaica, de jornalismo, merecendo, portanto, ser incluída numa história do jornalismo português; e revela-se, igualmente, na proposta de periodização do jornalismo em Portugal, cuja formulação é um dos objetivos da obra. Propõe-se, até 1926, a seguinte periodização para a história do jornalismo português entre 1641 e 1926: 1) Periodismo artesanal noticioso (dos finais do século XVI até 1730); 2) Segmentação da imprensa e domínio da imprensa artesanal informativa (1730-1820); 3) Imprensa artesanal segmentada e domínio da imprensa artesanal política (1820-1834); 4) Imprensa pré-industrial segmentada (1834-1864); e 5) Imprensa industrial segmentada e desenvolvimento dos diários noticiosos de massas (1864-1926). A narrativa termina em 1926, com a imposição da Ditadura. Um segundo volume procurará trazê-la até à alvorada do século XXI.

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